O que há de novo na reconstrução mamária

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Atualmente, graças ao desenvolvimento de novas tecnologias e o aperfeiçoamento de técnicas já existentes, existe a possibilidade da reconstrução da mama imediatamente após a mastectomia. Os implantes mamários estão entre as técnicas que têm auxiliado no procedimento.

Embora em alguns poucos casos não seja possível fazer a mastectomia e a reconstrução na mesma cirurgia, hoje o mais comum é que se faça os dois procedimentos, simultaneamente. Alguns fatores interferem nessa decisão, como a dimensão do câncer, tipo de tumor, tratamento anterior e pós-cirurgia e as condições clínicas da paciente, que devem ser analisadas pelo oncologista, pelo mastologista e pelo cirurgião plástico.

Em algumas situações específicas, é possível utilizar implantes convencionais, como os empregados na maioria das cirurgias estéticas mamárias. Mas, devido à complexidade da cirurgia oncológica e a retirada de toda a glândula mamária, no maior número de casos há a necessidade de implantes específicos e com características especiais. O formato e o material das próteses utilizadas também evoluíram muito. E, como as cirurgias de reconstrução são maiores e mais extensas, e os pacientes algumas vezes podem necessitar de radioterapia, a qualidade do material é fundamental para se ter bons resultados em longo prazo. Além da qualidade do material, a qualidade da radioterapia também é importantíssima para um bom resultado.

É possível, também, em termos estéticos e de melhoria da qualidade de vida da paciente, que o implante seja feito nas duas mamas, quando a paciente deseja simetrizar as duas mamas, aproveitando o mesmo procedimento em muitos casos. Sempre, cada caso deve ser avaliado individualmente.

Outro procedimento muito utilizado nos dias atuais para a reconstrução mamária é o enxerto de gordura, que adquiriu grande aplicabilidade em contornos corporal e de mama. De acordo com o cirurgião plástico Dr. Alberto Benedik, o enxerto de gordura é considerado um ótimo preenchedor para deformidades de contorno. “O enxerto de gordura é um procedimento com diversas vantagens, por não ser alergênico, apresentar baixo custo e ser rico em células-tronco, sendo considerado o preenchedor ideal de tecidos moles”, explica o especialista. Ele ainda completa que esse tipo de enxerto tem excelente indicação em reconstrução de mama, já que em áreas irradiadas há considerável resistência à reposição de volume, pelos danos já sabidos da radioterapia nos tecidos do corpo.

O enxerto de gordura é um procedimento pouco invasivo, seguro e relativamente simples. Aplica-se muito bem para refinamentos pós-reconstrução e defeitos de contorno secundários, podendo também ser usado para melhorar a qualidade de tecidos em mamas irradiadas.

Sobre o Dr. Alberto Benedik

Formado pela Universidade de Brasília, especializou-se em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Atualmente é responsável técnico e cirurgião plástico da Clínica INTI – Lago Sul Brasília, e atua como médico na Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) em Brasília. Também é cirurgião orientador de cirurgiões plásticos em formação no Centro de Estudos do Hospital Daher.

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