Câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres

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Segundo estimativa do Inca, o câncer de mama deve atingir 3.730 mulheres no estado do Paraná em 2018.

Por Da Redação

O estado do Paraná deve registrar 18.750 novos casos de neoplasias – proliferação anormal, autônoma e descontrolada de um determinado tecido do corpo, conhecido como tumor –, entre as mulheres em 2018, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Três tipos de câncer – de mama, de ovário e de colo de útero – serão responsáveis por mais de 4.930 novos registros de neoplasias na população feminina. Ainda segundo o Inca, o câncer de mama será o segundo que mais atingirá mulheres nesse ano, com estimativa de 3.730 novos casos. Já os registros de novos casos de câncer de colo de útero devem somar 950 durante esse ano de 2018.

Com números tão alarmantes, o primeiro passo é a prevenção. “Praticar exercícios físicos e manter hábitos saudáveis como não fumar, consumir frutas, verduras, legumes e fazer uma hidratação adequada serve para qualquer caso. Agora falando especificamente, os fatores de proteção para o câncer de mama são: gravidez em baixa idade, autoexame das mamas e a realização de rastreamento conforme orientação médica. Já para o câncer de ovário é importante fazer consultas médicas regulares para a prevenção. E no caso do câncer de colo de útero é recomendado não fumar, praticar o sexo com proteção (camisinha), realizar o exame ginecológico regular, além de fazer o tratamento adequado em caso de lesões precoces”, orienta o médico oncologista João Paulo Carniel.

Se abrirmos o olhar para o cenário nacional, acendemos um alerta vermelho ainda maior. O Inca estima que o número de casos de câncer aumente entre as mulheres. Em 2017 foram 300.870 novos casos. Em 2018, a prevenção é de que esse número sobe para 310.300 diagnósticos, um aumento de 3%. Os casos de câncer de mama devem somar 59.700 novos casos.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Para evitar a mortalidade, um grande aliado das mulheres é o diagnóstico precoce. A taxa de cura é alta quando é realizado um tratamento precoce. Nos casos de câncer de mama e de colo de útero, as taxas de cura chegam a 90%.

Mas para isso, conforme esclarece o médico oncologista, é necessário ficar atento aos sintomas. “Mulheres que podem ser diagnosticadas com o câncer de mama notam a aparição de nódulos que podem ser notados com a mão, secreção mamilar sanguinolenta, distorções na forma do mamário, retrações na pele da mama, palpação de linfodomos (ínguas) nas axilas e alterações na textura da pele. Já no caso do câncer de ovário aumenta o volume abdominal, ocorrem alterações no hábito intestinal, dor abdominal ou pélvica, além da irregularidade na menstruação”, orienta o médico.

TRATAMENTOS

Os tratamentos para o câncer são individualizados e são aplicados conforme as condições clínicas de cada paciente. O avanço da medicina tem ajudado na realização de cirurgias menos agressivas, na realização de radioterapias direcionadas e com menor toxicidade, além de quimioterapias mais eficazes e realizadas levando em considerando as características de cada paciente e doença.

Confira abaixo os tratamentos realizados em cada tipo de câncer:

Câncer de mama: radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia. Cirurgia radical (mastectomia), cirurgia conservadora, cirurgia conservado + reconstrução mamária.

Câncer de ovário: radioterapia, quimioterapia ou cirurgia (ooforectomia, histerectomia, peritonectomia).

Câncer de colo de útero: radioterapia, quimioterapia ou cirurgia.

Fonte: Jornal do Oeste

 

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