Câncer de Mama: reconstrução mamária restabelece autoestima e convívio social

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A maioria das cirurgias reconstrutoras são realizadas simultaneamente à retirada do tumor cancerígeno

A mama é um dos símbolos da identidade feminina e a sua retirada para tratar o câncer tem grande impacto na vida da mulher, tanto físico como psicológico. A mastectomia- retirada parcial ou completa da mama com nódulo- é considerada por oncologistas, mastologistas, cirurgiões e psicólogos um dos tratamentos mais dolorosos do câncer de mama.

Por isso, a reconstrução da mama é tão importante, pois ela devolve a autoestima da paciente, que passa a gostar novamente do corpo. Todo processo de reconstrução dura em média um ano e meio, e na maioria dos casos é iniciada logo após a mastectomia.

A reconstrução

As principais técnicas para a reconstrução mamária utilizam implantes ou os tecidos retirados. A reconstrução com implante é indicada em casos em que não foi necessária a retirada de muita pele para remover o tumor. Caso a mama não tenha tecido suficiente para receber o implante é utilizado um expansor que mais tarde será substituído pela prótese.

O cirurgião plástico do Hospital Meridional, Jorge Moulin, explica que em média são realizadas em cada paciente duas a três cirurgias até a reconstrução total da mama, que tem o intuito de devolver a paciente o método natural de vida. “Primeiro, são colocadas bolsas de soro, que preparam as mamas para o implante de próteses de silicone. Por último, é feita a reconstrução dos mamilos e aréolas. As cirurgia apresentam sucesso em sua maioria”.

Caso

Silmara Schneider, que há dois anos luta contra o câncer, precisou fazer a mastectomia completa, um momento muito difícil, segundo ela. “É uma sensação de mutilação. E eu precisei fazer cinco cirurgias porque o meu corpo expulsou o silicone diversas vezes, só depois de dois anos e dois meses eu consegui fazer a reconstituição total”.

A descoberta da doença, as sessões de quimioterapia, o corte radical de cabelo, tudo está registrado em um álbum de fotografia. E o que muitas fazem questão de esquecer, Silmara quer lembrar e mostrar. “É uma emoção e sensação de vitória. Mas ao mesmo tempo me remete a tudo que eu passei. Durante todo o tratamento eu tentei ser forte, tentei pensar que tudo ia passar, que tudo ia ficar bem. Então hoje, olhar pro álbum é surreal, parece até que não foi comigo. Essas fotos me fazem lembrar quem foi a Silmara durante esse processo. Em alguns momentos vem a lembrança do sofrimento, mas olho e penso que sou uma vencedora”.

Segundo o especialista Jorge Moulin, a reconstrução da mama é de suma importância para que a paciente recupere a autoestima e restabeleça o convívio social, fatores importantes para a melhora da paciente. A reconstrução ajudar a eliminar o estigma do câncer e da mutilação, oferecendo a mulher à condição física pré-câncer.

Fonte: Folha Vitória

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