Outubro Rosa chega ao fim, mas prevenção deve continuar como prioridade

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A campanha Outubro Rosa é todo dia, realizada pelo CEONC Hospital do Câncer, chegou ao fim, com saldo positivo.

Durante 31 dias, diversas ações foram realizadas, em Cascavel e Francisco Beltrão, levando informação sobre a prevenção do câncer de mama e facilitando o acesso a mamografia.

O foco central de todas as atividades foi despertar na população o entendimento de que a prevenção precisa ocorrer independente do mês ou da data. Também ocorreu grande mobilização para demonstrar a estrutura que o hospital oferece, durante todo o ano, em prol do diagnóstico e do tratamento oncológico.

Sobre a doença

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, neste ano, pelo menos 59.700 novos casos de câncer de mama sejam registrados, representando 25% dos cânceres em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os números demonstram a relevância do assunto e, com a campanha “Outubro Rosa é todo dia”, o CEONC buscou humanizar ainda mais o tema, rompendo barreiras criadas pela falta de informação.

“Outubro é o mês para um alerta mais incisivo, mas é preciso se preocupar com a saúde todos os dias. Neste sentido, a gente conseguiu transferir essa necessidade das mulheres fazerem os exames e também de buscarem o resultado. O CEONC está preocupado com a comunidade e foi isso que norteou todas as ações”, explicou o médico oncologista do CEONC Hospital do Câncer, doutor Reno Paulo Kunz.

A campanha

A primeira ação de impacto da campanha “Outubro Rosa é todo dia” ocorreu no dia 05, na Avenida Brasil, em frente à Catedral de Cascavel, quando cerca de 300 balões cor de rosa chamaram a atenção da população. Na ocasião, foram realizadas centenas de agendamentos de mamografias pelo SUS, diversas abordagens de orientação e entrega de material informativo.

Na Feira do Teatro de Cascavel, o CEONC fez ações de conscientização em todos os domingos de Outubro, numa parceria com o poder público municipal. Também ocorrem atividades em supermercados de Cascavel e de Francisco Beltrão, e no Blend Café Goumert no Cascavel JL Shopping, com o mesmo foco.

Outra inovação foi a fixação de adesivos incentivando a realização do autoexame em provadores de lojas de confecção de Cascavel e Francisco Beltrão. Diversos estabelecimentos aderiram e contribuem, assim, com a propagação da campanha.

No último dia 19, foi a vez de Francisco Beltrão receber a ação “Amanhecer Rosa”, com balões na praça em frente à Catedral. Colaboradores também fizeram a entrega de materiais de conscientização e encaminhamentos para agendamento de exames de mama.

No domingo (20), a Stock Car se tornou palco de uma grande mobilização em prol da conscientização sobre o câncer de mama. O CEONC realizou entrega de informativos e laços cor de rosa, símbolos do Outubro Rosa. Os momentos mais emocionantes, porém, foram os das bandeiradas das duas rodadas da Stock Car.

Pela primeira vez na história da competição, a bandeira quadriculada preta e branca foi substituída por uma cor-de-rosa. A responsável pelas duas bandeiradas foi Vanuza Ramos Velho, 50 anos, que está em tratamento contra câncer de mama no CEONC. Além disso, nos dois pódios, os pilotos seguraram a bandeira da campanha “Outubro Rosa é todo dia”, numa demonstração de apoio à causa.

Nos dias 26 e 27, um evento inédito, uniu defesa pessoal e conscientização sobre o câncer de mama. A Escola Bukan de Krav Maga oportunizou minicurso de defesa pessoal para mulheres, com objetivo de demonstrar a importância dos exercícios e a necessidade da preocupação diária com a prevenção ao câncer de mama. A atividade também contou com disponibilização de informações sobre a doença e agendamentos de mamografias. Os valores arrecadados foram revertidos em prol do projeto Amor em Fios, que atua em prol de mulheres e crianças em tratamento quimioterápico.

Fatores de risco

Sem causas específicas, o câncer de mama possui alguns fatores de risco, ou seja, situações que podem facilitar o surgimento da doença.

Entre eles, estão: obesidade e sobrepeso, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo, não ter tido filhos, primeira menstruação antes de 12 anos, parar de menstruar após os 55 anos e histórico familiar de câncer de mama e ovário.

“São fatores diversos, ligados a questões ambientais, hormonais e genéticas ou familiares. Nem todas as pessoas que possuem esse histórico terão a doença, mas é uma preocupação que já deve deixar a paciente em alerta”, ressalta o médico oncologista, Reno Paulo Kunz.

Sintomas

Alguns sintomas merecem a atenção. Na fase inicial do câncer de mama, ele pode ser percebido por meio de mudanças geradas nas mamas, como, por exemplo, nódulos fixos e, geralmente, indolores que podem surgir na região dos seios ou axilas; diferença na cor da pele das mamas, deixando a superfície avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no mamilo, que pode, ou não, apresentar saída de secreção e pequenos nódulos na região da axila e pescoço.

“É importante que a mulher faça as mamografias a partir dos 40 anos e, antes disso, faça o autoexame. Essa também é uma importante ferramenta para o diagnóstico precoce da doença”, indica o doutor Reno.

Para o autoexame, que pode ser feito a partir dos 20 anos e sempre 07 dias após o início da menstruação, é indicado que a mulher esteja em uma posição confortável, em frente ao espelho. O primeiro passo é observar as mamas, depois, apalpar as regiões ao redor dos seios e axilas, observando toda e qualquer anormalidade como caroços, protuberâncias ou secreções. Diante de qualquer alteração, é preciso procurar um médico especializado.

“Disponibilizamos mamografia durante o ano todo e, se for identificada alguma alteração durante o exame de rastreamento, nós oferecemos uma estrutura completa, que encaminha a paciente para exames complementares como ultrassom e ressonância magnética, biópsia e mapeamento dos marcadores tumorais da lesão – tudo isso sem precisar sair do Ceonc. Depois, se for necessário fazer cirurgia, quimioterapia, radioterapia e reconstrução mamária, a paciente também encontra a estrutura necessária dentro do hospital, facilitando o tratamento e dando mais segurança para a paciente”, destaca o médico.

Fonte: CGN

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