Depois do câncer, cirurgia de reconstrução das mamas deve ser feita o quanto antes

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Woman doing self breast examination using pink bra

Todas as mulheres que passaram pela retirada da mama deveriam receber, de preferência no mesmo dia, a cirurgia de reconstrução mamária. A opinião é de Anne Groth, chefe do serviço de cirurgia plástica do hospital Erasto Gaertner e professora da Universidade Positivo, e está embasada em estudos científicos evidenciados na literatura médica:

Quando a mulher pode evitar o choque de ficar sem a mama, a recuperação e aderência ao tratamento contra o câncer de mama é muito melhor.

“A autoestima melhora, a mulher se sente mais motivada para enfrentar a doença e as contraindicações são muito relativas. De forma geral, todas as mulheres devem procurar pela reconstrução”, reforça a médica cirurgiã plástica.

A eficácia e estética da reconstrução dependem de vários fatores, a começar pela técnica de mastectomia que o médico mastologista utilizar. “Existem várias técnicas. A radical retira uma porção da pele e o mamilo, mas há também técnicas, usadas especialmente em tumores menores, que permitem uma cirurgia que preserve mais pele, o que ajuda a manter a estética da mama”, explica a especialista.

Para felicidade dos especialistas – e das pacientes – os últimos cinco anos foram de grandes inovações em técnicas e procedimentos cirúrgicos de reconstrução mamária. A evolução se deve, além do avanço científico, às exigências das próprias mulheres.

“Há 20 anos, não se fazia reconstrução, basicamente. Acreditava que poderia atrapalhar o tratamento de alguma forma e, hoje, grande parte das pacientes faz. Com isso, o resultado das reconstruções melhorou bastante e, embora eu nunca diga que fique igual, fica muito bom. Às vezes até melhor do que era antes”, diz Anne Groth.

Quer se livrar da gordurinha da barriga? Coloque na mama!

Pode parecer uma sugestão de leigo, ou de alguém que não entende nada de cirurgia plástica, mas inserir a gordura de uma parte do corpo em outro, como a mama, não é tão incomum! A técnica, no entanto, tem sido discutida mais recentemente, visto que até 1990 – quase 30 anos atrás – temia-se que o tecido retirado da paciente poderia fazer o câncer se desenvolver novamente. Isso, no entanto, foi provado errado pelos médicos pesquisadores.

“Antes, por esse medo, as mulheres ficavam sem a reconstrução e tinham medo. Mas hoje isso está absolutamente controlado e não existe nenhum risco de fazer a reconstrução com o tecido próprio da paciente. Não há um aumento do risco e nem atrapalha no tratamento”, tranquiliza a especialista.

Mamilos de volta

Como parte das cirurgias é radical, e elimina uma quantidade considerável de pele, inclusive o mamilo, a reconstrução desse pedacinho da mama – mesmo que pequeno – é uma dúvida frequente das pacientes.

“Podemos fazer a reconstrução com enxerto, com micropigmentação, que não é exatamente uma tatuagem, mas como uma maquiagem definitiva. A recuperação dura entre 4 a 6 semanas e, passado esse tempo, a mulher volta com a rotina normal”, reforça a médica.

Fonte: Gazeta do Povo

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